sábado, 22 de maio de 2010

O GRILO ENCOURAÇADO



Fotógrafo passa dez anos em árvores para captar espécies raras

21 de maio de 2010


A couraça protetora deste grilo também chamou a atenção do fotógrafo na densa floresta panamenha
Foto: BBC Brasil

O fotógrafo belga Guido Sterkendries passou os últimos dez anos no alto de árvores em florestas tropicais do Brasil e do Panamá, registrando imagens de espécies raras e pouco fotografadas.

Em estruturas de bambu ou madeira, Sterkendries chegou a passar até duas semanas a dezenas de metros de altura, à espera da imagem perfeita. O fotógrafo testemunhou os efeitos do desmatamento e da poluição sobre ecossistemas frágeis.

Em áreas ainda intocadas no Brasil e no Panamá, ele contou com a ajuda de moradores e tribos locais para encontrar o melhor local para montar acampamento.

Para subir ao topo das árvores, Sterkendries usou uma combinação de cordas e roldanas. Entre as fotos que tirou na floresta, duas se destacam: a de um sapo venenoso azul, no Panamá, que foi fotografado pela primeira vez por Sterkendries, e a do bugio do Pantanal, um macaco que habita o topo das árvores da região mato-grossense.

Em junho, o fotógrafo pretende viajar do delta do Rio Amazonas até sua nascente para observar os efeitos das áreas desmatadas ao longo do rio.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A PERERECA PINÓQUIO





Perereca "Pinóquio" e outras espécies são descobertas em ilha

17 de maio de 2010

Perereca "Pinóquio" foi encontrada durante expedição à Nova Guiné em 2008. Os resultados desse trabalho foram apresentados nesta segunda-feira
Foto: Reuters


Pesquisadores encontraram diversas novas espécies de animais em florestas da Nova Guiné. Entre os seres vivos descobertos, estão uma perereca com um nariz alongado - chamada de "Pinóquio" -, a menor espécie conhecida de wallaby - um tipo de marsupial - e um camundongo que usa os galhos e vinhas como "estradas". As informações são da Live Science.

Os animais anunciados nesta segunda-feira foram descobertos durante uma expedição em 2008 à área da Nova Guiné que pertence à Indonésia. A região explorada é conhecida como as montanhas Foja e abrange desde baixas colinas até áreas a mais de 2,2 mil m de altitude.

"Não é difícil dizer que as montanhas Foja estão bem defendidas contra qualquer acesso", diz Bruce Beehler, cientista que participou da expedição. Eles descobriram novos mamíferos, répteis, um anfíbio, pelo menos 12 insetos e um pássaro. O anfíbio, no caso, é a perereca com nariz de Pinóquio, que o aponta para cima quando o macho está chamando, mas fica para baixo no restante do tempo. Esse animal foi encontrado ao acaso, sentado em um saco de arroz no acampamento dos pesquisadores.

Outro animal que chamou a atenção foi uma nova espécie de pomba imperial, que parece ter uma população muito pequena. Também foram encontrados um lagarto com olhos amarelos e uma borboleta relacionada com a monarca, mas de cores preta e branca.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

GAIVOTA ALVEJADA




Gaivota sobrevive com dardo na cabeça
12 de maio de 2010

Gaivota vive normalmente com um dardo cravado na cabeça
Foto: Ross Parry Agency/BBC Brasil

Um fotógrafo britânico conseguiu capturar a imagem de uma gaivota que sobreviveu à perfuração de sua cabeça por um dardo. A gaivota, que voava normalmente e não aparentava nenhum outro dano, foi avistada na cidade de Scarborough, na costa leste da Grã-Bretanha, ainda com o dardo atravessado no meio de sua cabeça, pouco acima da linha dos olhos.

O fotógrafo Graham Rhodes, acredita que o dardo foi lançado por uma besta (um espécie de arco e flecha de origem medieval) e disse estar preocupado que outros pássaros e até pessoas possam acabar feridos.

"Se eles estão atirando em gaivotas no céu e erram a mira, os dardos têm de ir para algum lugar e podem acabar ferindo alguém", afirmou Rhodes ao jornal Scarborough Evening News. "É impressionante que o pássaro ainda esteja voando com um dardo em sua cabeça, porque o peso do objeto deveria restringir seus movimentos."

Geoff Edmond, inspetor da Sociedade Protetora dos Animais da Grã-Bretanha para a área de Scarborough, disse ser "horrível" e "totalmente ilegal" atirar em pássaros.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

UM SAPO SEM PULMÕES




Foto divulgada pelo WWF (World Wildlife Fund) mostra um sapo Bornean de cabeça chata, que tem a particularidade rara de ser um anfíbio sem pulmões. Ele respira pela pele e é uma das 123 novas espécies descobertas na ilha asiática de Bornéu. Desde 2007, um projeto apoiado pelo WWF estuda a ilha, que tem uma das mais antigas florestas do mundo.

AP/WWF

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O DRAGÃO COMEDOR DE FRUTAS



06/04/2010
Nova espécie de lagarto gigante descoberta nas Filipinas
Biólogos anunciaram, nesta quarta-feira, a descoberta espetacular de uma nova espécie de lagarto gigante, um réptil do tamanho de um homem adulto, e dotado de um pênis duplo, nas Filipinas.

O lagarto monitor, um animal arisco, porém colorido, é um primo próximo do Dragão de Komodo, da Indonésia.

Mas ao contrário do temido Dragão, ele não é carnívoro, nem se alimenta de carne podre. Ao contrário, é um animal totalmente pacífico e come frutas.

Apelidado de ‘Varanus bitatawa’, o lagarto mede dois metros de comprimento, segundo artigo publicado pela Royal Society britânica.

O lagarto foi encontrado em um rio no norte da ilha de Luzon, nas Filipinas, e sobreviveu à perda de seu hábitat e à caça praticada pelos moradores locais, que o usam para alimentação.

Não se sabe, no entanto, quantos destes animais sobreviveram. É quase certo que a espécie esteja em sério risco de extinção e poderia ter desaparecido completamente sem nunca ter sido catalogada se um grande espécime do sexo masculino não tivesse sido resgatado, vivo, em poder de um caçador, em junho passado.

A descoberta de uma espécie tão especial em uma área densamente povoada e desmatada "é uma supresa sem precedentes", destacaram os autores do relatório, em artigo publicado na revista especializada Biology Letters.

As únicas descobertas de importância semelhante feitas nas últimas décadas foram o macaco Kipunji, que habita uma pequena área de floresta na Tanzânia, e o Saola, um bovino selvagem encontrado apenas no Vietnã e no Laos.

O V. bitatawa tem marcas características e uma incomum anatomia sexual. Seu corpo escamoso e pernas são de cor azul escura com pequenos pontos amarelos claros, enquanto a cauda é marcada com segmentos alternados verdes e pretos.

Os machos têm pênis duplos, denominados hemipênis, também encontrados em cobras e outros lagartos. Os dois pênis normalmente são usados alternativamente, e algumas vezes contêm espinhos ou ganchos para prender o macho à fêmea durante o acasalamento.

O lagarto gigante tem um parente no sul de Luzon, o V. olivaceus, mas as espécies são separadas por vales ribeirinhos e por um precipício de 150 km de extensão, o que torna provável que nunca tenham se encontrado.

Segundo os cientistas, uma razão que explicaria porque o novo lagarto não foi detectado até agora é que ele nunca deixou as florestas das montanhas de Sierra Madre, de onde é nativo, para se aventurar em espaços abertos.

A descoberta "eleva o reconhecimento das Filipinas como uma importante área de preservação global e uma superpotência regional de biodiversidade", concluíram os autores.

O lagarto gigante deverá se tornar uma "espécie marco" para os esforços de conservação com vistas a preservar as florestas remanescentes do norte de Luzon, que desaparecem rapidamente sob a pressão da expansão populacional e do desmatamento.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O ALMOÇO ESTÁ SERVIDO




A foto mostra uma mosca na iminência de ser devorada pela planta carnívora.

UM ELEFANTE NADANDO




A exposição "Spirit of the Wild", do fotógrafo Steve Bloom é uma exposição de fotografias da vida selvagem tiradas ao redor do mundo

Uma exposição que ocorre paralelamente ao Festival Internacional de Ciências de Edimburgo, na Escócia, mostra uma série de fotografias de animais selvagens em seu habitat natural.

A exposição gratuita “Spirit of the Wild” ("Espírito do Selvagem", em tradução livre), do premiado fotógrafo sul-africano Steve Bloom, permanece em cartaz até o dia 16 de maio ao ar livre, em St. Andrew's Square, no centro da cidade.

Steve passou mais de 30 anos fotografando animais em todo o mundo e já publicou vários livros, tanto para crianças como adultos. Esta exposição, com 60 fotografias ampliadas, já passou por vários países europeus.

As imagens também fazem parte do livro "Spirit of the Wild", publicado pela editora Thames & Hudson.

Seu trabalho – tanto os livros como as exposições – tem como um dos objetivos alertar o público sobre os animais selvagens e as questões ambientais que os afetam.