sexta-feira, 11 de maio de 2012

O ORANGOTANGO OBESO


Orangotango obeso é fotografado em zoológico na Indonésia

09 de maio de 2012

Chamado de Udel, o orangotango mede 1,30m e pesa quase 100kg

Foto: The Grosby Group

Este enorme orangotango parece ser o macaco mais gordo do mundo - apesar de ter uma dieta saudável de frutas. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail. Udel, que tem 1,29m, pesa impressionantes 99,79kg. Ele gosta de tranquilidade em sua jaula no Zoológico Ragunan, em Jacarta, Indonésia. Ficar no sol e relaxar na água estão entre suas atividades preferidas.

As imagens de Udel foram registradas pelo fotógrafo Hendy Widianto, 36 anos. "Quando eu o vi, não pude acreditar em quão grande ele era. Todos ficaram chocados com o tamanho dele. É, definitivamente, o maior macaco que já vi", conta Widanto. "Primeiro, achei que ele fosse tão gordo porque os visitantes atiravam comida para ele - ele ainda tinha uma embalagem presa no rosto. Mas, de acordo com o zoológico, ele está no peso normal para sua idade", afirma.

O fotógrafo descreveu a dieta saudável de Udel: frutas no café da manhã, leite no almoço e mais frutas na hora do lanche. "Pelo que sei, não há planos de pô-lo em nenhum tipo de dieta. Ele tem um espaço de mais de 100m². Aparentemente, ele ainda é ativo e consegue se mover, escalar e se pendurar em cordas", descreve Widianto.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

CERTOS MARSUPIAIS


Austrália tinha marsupiais do tamanho de ovelhas, afirma paleontóloga

04/05/2012
AFP Em Sydney
Parentes do tamanho de ovelhas dos atuais fascólomos viveram no topo das árvores australianas 15 milhões de anos atrás, informou uma paleontóloga na última quinta-feira (3), ao ser premiada por sua descoberta.

Karen Black, da Universidade de Nova Gales do Sul, afirmou que sua equipe descobriu o maior marsupial escalador de árvores do mundo em meio a fósseis encontrados no sítio Riversleigh World Heritage, no estado de Queensland.

Os diprotodontes, pesando 70 quilos, eram similares aos atuais fascólomos, animais de pelo que vivem debaixo da terra e só são encontrados na Austrália, explicou Black, que se especializa na diversidade e na evolução dos marsupiais do país.
A imagem divulgada pela Universidade New South Wales mostra o crânio de um Nimbadon bebê e adulto. Segundo Karen Black, esses parentes dos atuais fascólomos, animal encontrado na Austrália, tinham o tamanho de uma ovelha e viveram no topo das árvores 15 milhões de anos atrás. A descoberta foi realizada no sítio Riversleigh World Heritage, em Queensland Karen Black/AFP

Sua pesquisa se concentrou em uma caverna de 15 milhões de anos, repleta de fósseis e ossos e que contém crânios e esqueletos bem preservados do marsupial dipotodonte denominado Nimbadon.

"O material fóssil do Nimbadon é um recurso incrivelmente raro e significativo, não só porque está excepcionalmente bem preservado, mas porque representa indivíduos de uma faixa etária que varia de minúsculos filhotes ainda em amamentação a adultos mais velhos", disse Black.

"O material do Nimbadon permitiu fazer o primeiro estudo detalhado do desenvolvimento do crânio de um fóssil de marsupial, asssim como do desenvolvimento cerebral e de comportamento", acrescentou.

A criatura teria sido o maior animal escalador de árvores da época, afirmou.

"Provavelmente se assemelhava um pouco a um fascólomo de patas longas", acrescentou a cientista.

A existência da caverna veio à luz em 2010. Segundo Black, aparentemente os animais mergulharam para a morte ao cair em uma entrada vertical, que estaria escondida pela vegetação.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

ORCA A BALEIA ALBINA ASSASSINA



Orca branca adulta é vista "pela primeira vez" na natureza

23 de abril de 2012

O cetáceo macho, provavelmente albino, foi fotografado perto da costa de Kamchatka, na Rússia

Foto: E Lazareva/Ferop/BBC Brasil

Uma orca branca adulta foi vista pela primeira vez na natureza, segundo cientistas de universidades em Moscou e São Petersburgo. O cetáceo macho, provavelmente albino, foi fotografado perto da costa de Kamchatka, na Rússia, e recebeu o apelido de Iceberg. Ele parece ser saudável e vive em uma família com outras doze orcas.

Você sabia: todo animal branco é albino?

Cetáceos brancos de várias espécies são vistos eventualmente, mas as únicas orcas conhecidas eram jovens, incluindo uma com um problema genético raro, que morreu em um aquário canadense, em 1972.

Nadadeira de 2 metros

O encontro com Iceberg aconteceu durante uma expedição de pesquisa com um grupo de cientistas e estudantes russos, co-liderada por Erich Hoyt, renomado cientista especializado em orcas, que agora faz parte da Sociedade de Preservação de Baleias e Golfinhos (WDCS, na sigla em inglês).

"Já vimos duas outras orcas brancas na Rússia, mas elas eram jovens, enquanto esta é a primeira vez que vimos um adulto maduro", ele disse à BBC.

"Ele tem a nadadeira dorsal de 2 m de um adulto macho, o que significa que tem pelo menos 16 anos de idade. Na verdade, a nadadeira está um pouco desgastada, então ele pode ser um pouco mais velho".

As orcas - que também são conhecidas como baleias-assassinas, apesar de não serem tecnicamente baleias, mas animais da família Delphinidae, a mesma dos golfinhos - atingem a idade adulta aos 15 anos e os machos chegam a viver 50 ou 60 anos, apesar de 30 ser a expectativa de vida mais comum.

"Iceberg parece estar bem socializado. Sabemos que essas orcas que se alimentam de peixes ficam com as mães a vida inteira e, pelo que podemos ver, ele está bem atrás da mãe com supostamente seus irmãos ao lado", disse Hoyt.

Moby Dick

A causa da pigmentação incomum é desconhecida. A orca branca que vivia em cativeiro, Chima, sofria de síndrome de Chediak-Higashi, uma doença genética rara que causa albinismo parcial, assim como diversas complicações de saúde.

É possível que se tente fazer uma biópsia em Iceberg, mas os cientistas relutam em fazer isso a não ser que haja uma justificativa importante para a preservação da espécie. Eles esperam, no entanto, observar o animal mais de perto para, entre outras coisas, identificar a cor dos olhos do cetáceo.

O projeto co-liderado por Hoyt, o Far East Russia Orca Project (Ferop), foi o pioneiro no monitoramento visual e acústico nos mares de Kamchatka e produziu diversos estudos sobre a comunicação das orcas.

As pesquisas podem ajudar a entender melhor a complexa estrutura social das "baleias assassinas", que inclui clãs familiares matriarcais, grupos formados por diversas famílias ou até em "supergrupos". Um projeto relacionado busca estudar e preservar o habitat para todas as baleias e golfinhos na costa da Rússia.

Nos últimos anos, uma baleia jubarte branca apelidada de Migaloo gerou grande interesse na Austrália, enquanto a beluga do Ártico é naturalmente branca. A mais famosa baleia branca, no entanto, é a cachalote ficcional Moby Dick, que levou o capitão Ahab à morte no livro de Herman Melville.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

UM CERTO PEIXE VOADOR




Biblioteca online exibe peixe que quase fez Newton naufragar

18 de abril de 2012

Gravura foi publicada pela primeira vez em 1686
Foto: Richard Valencia / Royal Society/AFP


Um desenho de 300 anos de um peixe voador que quase fez naufragar a revolucionária obra de Isaac Newton sobre a física moderna será exibido na edição online da biblioteca da Royal Society, a academia de ciências britânica, lançada nesta quinta-feira.

A gravura foi publicada pela primeira vez em 1686 em um livro ricamente ilustrado intitulado History of Fishes, de John Ray e Francis Willughby, informou a prestigiosa academia científica. O trabalho foi revolucionário, mas imprimi-lo quase levou a instituição à falência. "Isto significou que a sociedade foi incapaz de cumprir sua promessa de apoiar a publicação da obra-prima de Isaac Newton", destacou a Royal Society.

A obra de Newton, Princípios Matemáticos da Filosofia Natural (Philosophiae Naturalis Principia Mathematica) estabelece os princípios das leis do movimento e da gravidade. Felizmente, o colega cientista Edmund Halley, então gerente da Royal Society, viu o caráter promissor do trabalho de Newton e angariou recursos para que fosse publicado em 1687.

A biblioteca online disponibilizará mais de 1 mil imagens dos arquivos da instituição científica mais antiga do mundo.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

LOUVA-A-DEUS ANDA DE BICICLETA



Louva-a-deus anda de 'bicicleta' na Indonésia
Flagrante foi feito por fotógrafo de 23 anos.

Uma foto na qual um louva-a-deus parece estar andando de bicicleta foi tirada pelo fotógrafo Eco Suparman.

Eco, de 23 anos, que vive em Bornéu, na Indonésia, acabou fascinado pelo inseto, que repentinamente decidiu 'andar de bicicleta'.

'Tirei esta foto em um cemitério muçulmano na cidade de Ambawang River, na ilha de Bornéu. Estava praticando com minha lente macro e há muitos insetos por lá. Então, este é um de meus lugares favoritos para tirar fotos'.

Ele conta que estava tirando fotos do louva-a-deus quando notou a planta. 'Imediatamente, pensei: a planta se parece com uma bicicleta. Mas não pude acreditar quando o louva-a-deus saltou para a planta'.

Ao voltar para casa, o fotógrafo mostrou a foto a familiares e amigos. 'Eles ficaram chocados com o fato de a foto dar a exata impressão de que o inseto andava de bicicleta'.

quarta-feira, 21 de março de 2012

UM SAPO QUE LANÇA VENENO




Butantan descobre sapo que lança veneno espontaneamente

13 de março de 2012

Ao contrário de outros anfíbios, o Rhaebo guttatus tem mecanismo de veneno ativado voluntariamente
Foto: Instituto Butantan/Divulgação

Pesquisadores do Instituto Butantan descobriram um sapo que possui comportamento predatório, o que até hoje era completamente incomum nesses animais. Ao contrário de outros anfíbios, que expelem veneno somente após sofrerem um ataque, o Rhaebo guttatus, espécie encontrada na Amazônia e semelhante ao sapo Cururu, tem um mecanismo de veneno ativado voluntariamente.

O estudo, feito na Amazônia por cerca de um ano, revelou que o animal, por meio de movimentações corporais que causam a compressão do paratóide (glândulas que armazenam o veneno), esguicha o veneno a uma altura de quase dois metros.

Ao efetuar um ataque, o sapo libera uma substância com propriedades inflamatórias, capaz de causar complicações neurotóxicas, cardiotóxicas, edemas pulmonares, problemas no sistema digestivo ou até mesmo levar o predador a óbito.

"Essa descoberta pode revolucionar o estudo dos anfíbios, pois jamais se imaginou um sapo com esse tipo de comportamento. Além de contribuir com nossos estudos, reacende o folclore de que esses animais só atacam seu predador voluntariamente", relata Carlos Jared, diretor do Laboratório de Biologia Celular.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

IRMÃOS DE PELÚCIA




Para simular o ambiente natural, dois pinguins rejeitados pelas mães receberam 'irmãos' de pelúcia

Foto: The Grosby Group

Dois pinguins abandonados pelas suas mães ganharam bichos de pelúcia para representar o carinho entre a espécie em um zoológico de Torquay, no Reino Unido. Um dos filhotes foi rejeitado porque nasceu com a metade do tamanho dos seus irmãos, em dezembro de 2011. O outro foi abandonado logo após o nascimento, no mês passado.

Na natureza, os fihotes de pinguins crescem juntos para garantir que se aquecam e se mantenham protegidos. Para simular os "irmãos" dos dois animais, funcionários do parque compraram os brinquedos de pelúcia. Segundo a direção do zoo, isso deve ajudar a manter um ambiente mais próximo do original e permitir que os filhotes possam retornar à natureza.

Um aparelho de som também foi inslatado no local para reproduzir os ruídos da espécie. A direção do zoo disse ainda que os dois filhotes estão reagindo bem à técnica e que nos próximos meses poderão ser reintroduzidos no ambiente natural.