quinta-feira, 13 de setembro de 2012
O MACACO LOURO
Nova espécie de macaco 'loiro' é descoberta na África
'Cercopithecus lomamiensis' é tímido, herbívoro e tem corpo magro.
Primata anda em grupo e é encontrado em floresta do Congo.
13/09/2012
Cientistas descobriram uma nova espécie de macaco nas florestas da República Democrática do Congo (RDC), na África. Conhecido pela população local como macaco-lesula, o animal tem grandes olhos cor-de-mel, rosto e peito cobertos por pelos loiros, com pelagem levemente negra no topo da cabeça e tom mais escuro nos ombros, braços, patas e no corpo.
Batizado de Cercopithecus lomamiensis, em referência à bacia do rio Lomami, no Congo, onde foi encontrado, o animal é parente do macaco cara-de-coruja (Cercopithecus hamlyni), de acordo com o estudo, publicado no periódico científico "PLoS One" nesta quarta-feira (12).
Macaco 'loiro' é tímido, tem corpo esguio e é herbívoro, segundo cientistas (Foto: Reprodução/"PLoS One")Macaco 'loiro' é tímido, tem corpo esguio e é herbívoro, segundo cientistas (Foto: Reprodução/"PLoS One")
A pesquisa aponta que o animal vive tanto no chão quanto em árvores e tem uma dieta basicamente herbívora. Os cientistas usaram aparelhos GPS para marcar a exata localização dos espécimes encontrados, incluindo macacos mortos por caçadores locais, leopardos e águias.
saiba mais
Os primeiros dados científicos sobre estes primatas foram coletados em junho de 2007, quando uma fêmea jovem da espécie (que até então era desconhecida) foi encontrada em uma jaula em uma escola primária em Opala, cidade da República Democrática do Congo.
O animal tem porte médio, corpo magro e o rosto parcialmente livre de pelos, avaliam os cientistas. Quanto mais jovem o primata, mais loira é a pelagem que cobre o seu corpo.
Macho adulto da espécie recém-descoberta 'Cercopithecus lomamiensis' (Foto: Reprodução/"PLoS One")Macho adulto da espécie descoberta 'Cercopithecus
lomamiensis' (Foto: Reprodução/"PLoS One")
Tímidos
Estes macacos são tímidos e, entre os encontrados na região estudada do Congo, são os menos comuns - de 223 observações de primatas feitas pelos cientistas durante o estudo, apenas 19 foram de "macacos loiros" ou macacos-lesula.
Os machos tem corpos maiores do que as fêmeas, dizem os pesquisadores. Para se comunicar, os animais emitem um grande guincho de baixa frequência sonora, similar aos seus parentes, os macacos cara-de-coruja.
Os macacos-lesula são encontrados em áreas de floresta úmida e tropical. Eles não foram identificados em savanas ou áreas de mata alagada, de acordo com o estudo.
Em geral os animais foram identificados em grupos, seja com indivíduos de sua espécie ou com outros primatas. Nos 19 encontros ocorridos durante o período de estudos dos cientistas, 48 primatas desta espécie foram vistos, sendo que 17 deles estavam no chão quando foram flagrados.
Os animais são pacíficos e fugiram na maior parte dos encontros com os cientistas, registra a pesquisa. Os cientistas registraram que a espécie é comum na bacia do rio Lomami, tendo sido identificada seguidas vezes em uma área de 17 mil km². Eles apontam que o lesula era até agora desconhecido por haver pouca pesquisa científica na região em que o animal foi encontrado.
Os bandos de "macacos-loiros" podem reunir cinco indivíduos ou mais. Geralmente são encontradas fêmeas jovens acompanhadas de um macho adulto. A nova espécie foi descoberta por uma equipe de cientistas de várias instituições, como a Universidade Columbia, a Universidade da cidade de Nova York, o Museu de História Natural (todas nos Estados Unidos), a Sociedade Lukuru para Pesquisa da Vida Selvagem e a Sociedade de Conservação da Vida Selvagem do Congo (ambas no Congo).
terça-feira, 11 de setembro de 2012
A FOME É NEGRA
Leopardo faminto captura ave durante voo em parque da África
11/09/2012
Felino se equilibrou apenas nas patas traseiras para devorar pássaro.
Um leopardo faminto foi mais rápido que o reflexo de uma ave e conseguiu pegá-la durante o voo no Parque Transfronteiriço de Kgalagadi, que cruza os territórios de Botswana e da África do Sul.
O felino se equilibrou apenas nas patas traseiras para agarrar a presa, um macho da espécie cortiçol-malhado (Pterocles burchelli). O banquete foi presenciado por outros cinco pássaros, que escaparam por pouco. O flagra foi feito pelo fotógrafo Matt Profeta, de 37 anos.
Na natureza, os leopardos têm a fama de serem predadores ágeis e sorrateiros, dispostos a matar e comer qualquer animal que consigam caçar, desde uma ave pequena até um bicho de 90 kg – que são capazes de matar a fome do mamífero por apenas algumas horas.
Os cortiçóis habitam ainda outros países africanos, como Angola, Namíbia, Zâmbia e Zimbábue. São conhecidos pelo canto e pelas aparições em bandos de até cem integrantes.
Essas aves dependem de água para viver e migram por toda a África e Ásia em busca de novas fontes após o período de chuva.
Quando está totalmente crescido, o gato grande pode inclinar a balança em qualquer coisa, até um colossal 90 kg para um pássaro pequeno Sandgrouse só será suficiente para abafar a sua fome por algumas horas.
O SÍMBOLO DA COPA DE 2014 É O TATU-BOLA
Registro na Suíça confirma tatu-bola como mascote da Copa de 2014
11/09/201209h51
Tatu-bola será a mascote da Copa de 2014 no Brasil; registro da marca não divulgou definição das cores
A Fifa registrou nesta terça-feira a imagem produzida do boneco que será a mascote da Copa do Mundo de 2014. O UOL Esporte teve acesso ao documento com o desenho do tatu-bola estilizado que será o símbolo do Mundial.
O registro é feito no instituto de marcas e patentes da Suíça, onde a Fifa tem sede. Como a marca da mascote é de propriedade da organizadora da Copa, os trâmites burocráticos são sempre feitos antes no país europeu.
A imagem do tatu-bola é semelhante a divulgada no último dia 1 de setembro pela revista Veja. No registro da marca, entretanto, não há definição das cores. É praxe no mercado publicitário registrar marcas, logos e imagens de empresas e instituições em preto e branco. Isso é feito para que se garanta os direitos sob o uso das mesmas com qualquer variação de cor.
No registro, a Fifa garante a utilização exclusiva da imagem do tatu-bola em 45 espécies de produtos, que vão desde óculos, alimentos, passando por serviços de agências de viagens, entre outros. Apenas a entidade máxima do futebol e seus patrocinadores poderão usar a imagem do tatu-bola para fins comerciais.
A Fifa não se pronuncia sobre a definição da mascote. A entidade irá lançar o seu símbolo da Copa de 2014 até o final deste mês. O anunciou será feito em campanhas publicitárias dos patrocinadores do Mundial, entre eles Coca-Cola, Sony e Adidas.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
O MARAJÁ
28.ago.2012
Cachorro senta nas costas de um búfalo enquanto ele se refresca no rio Ravi, em Lahore, no Paquistão.
Mohsin Raza/Reuters
terça-feira, 28 de agosto de 2012
SÓ SEI QUE NADA SEI
(Foto: Universidade George Washington/Divulgação)
Larva-monstro' possui pele grossa, tamanho arredondado e calombos pelo corpo
28/08/2012
Cientistas descobrem elo entre 'larva-monstro' e espécie de camarão
Animais considerados diferentes são da mesma espécie, diz pesquisador.
'Larva-monstro' foi descoberta há 200 anos e intriga cientistas desde então.
Cientistas da Universidade George Washington, nos Estados Unidos, descobriram um vínculo entre um animal marinho conhecido como "larva-monstro", cuja origem era um mistério para pesquisadores há quase 200 anos, e uma espécie de camarão.
A larva, chamada de Cerataspis monstrosa, na verdade pertence à mesma espécie do camarão, de nome Plesiopenaeus armatus, segundo o professor de biologia Keith Crandall, da universidade.
saiba mais
A descoberta foi feita pelo sequenciamento do DNA da "larva-monstro", segundo afirmou o professor para o site da Universidade George Washington. O resultado foi publicado recentemente na revista científica "Ecology and Evolution" ("Ecologia e Evolução", na tradução do inglês).
O mistério sobre a origem da larva começou após o animal ter sido encontrado no estômago de peixes há cerca de dois séculos, sem que desde então fosse encontrada sua fase adulta.
Habilidade
Os cientistas passaram todo o tempo tentando identificar qual seria a fase madura da larva, e não suspeitaram da habilidade do crustáceo em se tornar um camarão com quase nenhuma semelhança com sua fase "monstro", pondera Crandall.
O corpo da "larva-monstro" carrega uma carapaça dura, corpo arredondado e calombos, além de cor laranja com tons roxos. É bem diferente do camarão, vermelho e com uma aparência que lembra a da lagosta, reforça o pesquisador.
Crandall afirma que já havia suspeita de parentesco entre a "larva-monstro" e espécies de camarão. Para o estudo, ele disse terem sido recolhidas dezenas de amostras de crustáceos, cujas sequências de DNA foram comparadas com os genes da larva por anos até que fosse encontrado o parentesco.
"É excitante ter resolvido um quebra-cabeça de 200 anos", disse o professor para o site da universidade. "É um projeto que envolveu sorte, trabalho na comparação de espécies e um bom conhecimento da atuação em campo."
Após decifrar o DNA, pesquisadores descobriram que camarão é a fase adulta da 'larva-monstro' (Foto: Universidade George Washington/Divulgação)
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
UM NÓ FATAL
Eliott Jacobson/Universidade da Flórida/BBC
Cientistas identificam vírus fatal que faz cobras darem nós em si mesmas
16/08/2012
Mal afeta cobras constritoras, como jiboias e sucuris
Um estudo recém-publicado nos EUA identificou o vírus que parece ser o causador de uma doença fatal que afeta cobras em cativeiro, fazendo com que elas deem nós em si mesmas e percam seu controle motor.
O mal, chamado Doença do Corpúsculo de Inclusão Viral (IBD, na sigla em inglês), existe há décadas, mas não tem cura e atinge cobras constritoras como jiboias e sucuris.
Quando doentes, essas cobras passam a adotar um comportamento estranho, como ficar olhando fixamente para o céu, girar e até enrolar-se em nós. E, uma vez que estejam presas em si mesmas, elas não conseguem se desatar. A doença causa problemas respiratórios e uma paralisia muscular generalizada.
Há tempos suspeitava-se que o mal era causado por um vírus, mas até recentemente a natureza da doença era desconhecida. Agora, uma pesquisa feita por cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco, publicada no periódico mBio, acredita ter identificado o vírus, ao analisar amostras tiradas de cobras diagnosticadas com o IBD, usando técnicas de sequenciamento de DNA.
Origens
Em algumas das cobras identificou-se material genético estranho - como ácido nucleico -, parecido com o encontrado em vírus da família arenavírus. Essa família inclui vírus associados à febre hemorrágica em humanos. Mas não há nenhum indício de que esse vírus recém-descoberto possa passar de cobras a humanos.
Os cientistas também conseguiram cultivar o vírus, a partir de amostras tiradas de uma das cobras.
O pesquisador Mark Stenglein, coautor do estudo, disse que "ainda não há evidência formal de que o vírus cause a doença, mas há uma boa correlação (entre o mal e a presença do vírus). Também é possível que outros vírus ou patógenos causem sintomas parecidos".
Os arenavírus podem ser divididos em dois grupos principais, com base na localização das espécies que eles afetam - vírus Novo Mundo vêm das Américas, e vírus Velho Mundo são encontrados na África e na Ásia. Geneticamente, porém, o vírus recém-descoberto é diferente desses dois grupos.
O editor do periódico, Michael Buchmeier, professor de doenças infecciosas na Universidade da Califórnia em Irvine, acredita que os vírus das cobras podem vir de vírus que precederam as ramificações Novo e Velho Mundo.
A nova descoberta segue-se a uma pesquisa semelhante, publicada online em abril de 2012 no periódico Infection, Genetics and Evolution, descrevendo o isolamento de um novo vírus que afeta cobras - este na Austrália -, mostrando sintomas bem parecidos aos do IBD. No entanto, o vírus isolado nesse estudo pertencia a uma família diferente, conhecida como paramixovírus.
Jim Welleham, professor da Faculdade de Veterinária da Universidade da Flórida, autor do estudo do paramixovírus, disse que "a epidemiologia desse vírus é diferente (do IBD)". Mas ele também é fatal. "(O paramixovírus) age rapidamente. Diversas cobras morreram em uma semana."
Contagioso
Não está claro como o vírus do IBD se espalha, mas ele é altamente contagioso entre cobras. Uma possível forma de transmissão é pela inalação - seja diretamente de outra cobra contaminada ou indiretamente, de solo contaminado ou pelo manuseio dos animais.
Por enquanto, a doença parece ser restrita a cobras em cativeiro. Mas alguns cientistas temem que a soltura de cobras criadas cativas possa, inadvertidamente, levar essa doença à natureza selvagem.
Já Wellehan opina que "esses vírus vêm infectando cobras atuais e seus ancestrais por pelo menos 35 milhões de anos. É possível deduzir que cobras selvagens também estão contaminadas".
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
AMIZADE MARSUPIAL
Foto: Reprodução/Wildlife Kilmore Rescue Centre)
Filhotes de canguru e wombat fazem 'amizade' inusitada na Austrália
'Anzac' e 'Peggy' dormem juntos na mesma bolsa.
Animais estão em centro de resgate de animais selvagens.
02/08/2012
Dois filhotes, um de canguru e outro de wombat, viraram atração de um centro de resgate de animais selvagens na Austrália após se tornarem "os melhores amigos", segundo o jornal "Herald Sun".
Órfãos, o canguru chamado "Anzac" e o wombat "Peggy" dormem juntos na mesma bolsa.
De acordo com Lisa Milligan, do centro de animais, os dois filhotes estão desenvolvendo suas próprias personalidades. "Anzac" é mais sociável enquanto "Peggy" é barulhenta e abusada.
Filhotes de canguru e wombat fazem 'amizade' inusitada na Austrália
'Anzac' e 'Peggy' dormem juntos na mesma bolsa.
Animais estão em centro de resgate de animais selvagens.
02/08/2012
Dois filhotes, um de canguru e outro de wombat, viraram atração de um centro de resgate de animais selvagens na Austrália após se tornarem "os melhores amigos", segundo o jornal "Herald Sun".
Órfãos, o canguru chamado "Anzac" e o wombat "Peggy" dormem juntos na mesma bolsa.
De acordo com Lisa Milligan, do centro de animais, os dois filhotes estão desenvolvendo suas próprias personalidades. "Anzac" é mais sociável enquanto "Peggy" é barulhenta e abusada.
Assinar:
Postagens (Atom)










